
Amor
Publicado em 09/12/2008 18:00:00 | Tópico: Pablo Neruda
| MULHER, teria sido teu filho por beber o leite dos teus seios como um manancial, por te olhar e te sentir ao meu lado e ter tido em teu riso de ouro uma voz essencial.
Por te sentir em minhas veias um Deus no rio e te adorar nos tristes ossos de pó e cal, porque teu ser passou sem pena e sem ter vício saindo na estrofe pura - limpo desse mal -.
Como eu saberia te amar, mulher, saberia amar, e amar, ninguém amou assim jamais! Morrer e no entanto amar-te mais. E no entanto amar-te mais e mais.
*- Pablo Neruda - do livro: Crepusculário - tradução: José Eduardo Degrazia May.
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