
Meia volta
Data 17/09/2009 21:17:37 | Tópico: Prosas Poéticas
| Foste. Abro a boca de tédio e reparo na caliça a cair das paredes, seca como as horas emperradas na sala. Vou descansar as mãos na quietude e descalçar as borboletas. Os joelhos já pesam e dobram-se perante a noite que cobre as sombras que cobriram a luz. Dispo as pressas e de olhos vagos recordo que os teus passos passaram, tão repentinos como um perfume que se foi. Meu amor maduro madrugador, volta pronto a ofertar-me os frutos do Verão aconchegados ao desejo. Quero abraçar os teus olhos com a verdade dos meus beijos. Quando encostas a tua cabeça no meu peito é o amor inteiro que se encosta a mim.
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