
Auge
Data 08/09/2009 12:45:14 | Tópico: Poemas
| E me livrando de cargas e cargas na subida, eu tropeço no solo, em fissuras distribuídas. Contabilizo os erros desprezando os meus atos, mas não foi bem assim que alcancei o auge. O auge do medo e sem sair de casa a minha pele negra ganha uma cor pálida e foi sem devaneios, que todo um planeta foi amaldiçoado.
Eu pensei que o meu sangue fosse suficiente para aplacar seu ódio tão expansivo. E eu pensei que o meu silêncio o acalmasse e eu chorei em segredo para que não me alcançasse. A solidão que associa a multidão que se acumula em vão no centro da cidade, e foi de grão em grão que se encheu o papo do grande vilão.
Mas a fissura se abriu e o tempo não parou, uma vida continua sob o que restou.
E o silêncio abate os corpos presentes todos numa espera para continuar. Um som corta o silêncio, é a hora certa para seguir e sob o que sobra uma vida salvar.
|
|