
MORTE MORRIDA.
Data 04/09/2009 05:20:23 | Tópico: Poemas -> Reflexão
| Não há poesia em morrer! Verdade, porém convém pensar... Poética é a morte por sentença, natural É morrer de morte morrida.
Poético é morrer porque... A máquina de seu corpo, Completamente oxidada pelo tempo Já não tem serventia, nem conserto algum.
Poético é morrer por não... Querer lidar como o cansado tédio, Em total exaustão do entusiasmo Já então, perdido no ardor do esgotamento.
Poético é morrer quando... O coração em comum acordo com o cérebro, Exauridos da labuta, unem-se em pulsar e ânsia Num definitivo e digno ultimo suspiro.
Poético é morrer quando... A vaidade faz parceria com à morte, por não suportar O declínio de um perecivel corpo, vestido de uma pele fina Desbotada, desidratada e plissada por rugas irreversíveis.
Poético é na ebriedade da morte Sentir o cheiro das flores brancas, O calor humano das velas acesas, em ultimas chamas Flores e velas, companheiras de vida e morte.
Poético é pressentir sua chegada natural, Na advertência de um ameno calafrio, Sem temor algum, em reverência… Num afetuoso sorriso de aceitação.
Poético é aceitar o percurso da vida Como sendo o caminho lentamente suave, Ao encontro do misterioso destino certo, à morte natural. Qualquer outro tipo de morte,é ultrajante é repugnante.
Lufague
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