
REENCONTRO
Data 01/09/2009 17:55:33 | Tópico: Poemas
| REENCONTRO
Bati à porta de mim Auscultando o meu sentir O que me perturba o ser
Ninguém me abriu a porta Qual natureza morta Alheia àquilo a que vim
Insisti no meu bater Até a mão me doer Bati com frenesi
Tanto foi o meu bater Que me cheguei a comover A ter pena de mim
Abriu-se-me por fim a porta E da natureza morta Ouviu-se uma voz sonante
Era voz que vinha de longe O timbre vero de um monge De um mundo irreal
A verdade que eu procurava Perseguia mas não achava Acerca-se de mim afinal
Essa voz inebriou-me Trazendo-me ressonâncias De vivência distante
Falou-me do amor de antanho Do calor que ainda amanho Num recordar que é viver
Voltando na vida a sonhar Quero sentir, desejar De novo me cruzar Com o inefável que é amar.
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