
Meu Grande Amor
Data 15/07/2006 09:00:00 | Tópico: Poemas -> Góticos
| I
Cruzas o vau Olhas para mim Não te afundas Não me puxa Não me conduz a teu amor Por ser vivido Tenho medo de amar Por ter morrido Sei que é difícil caminhar Terra cruel Castiga os teus filhos Que se cansaram De tanto caminhar Somos errantes nesta terra em que Caim Marco com sangue seu amor ao criador Somos culpados Culpados por aceitar A injustiça Nos Tocar Mas meu amor Aonde se esconde Meu coração Longe de tu parou Lagrimas caem Sorriso trancado Nesta Terra de agonias Onde reinar o ódio A onde foi Que se enterrou O amor Es que choro de joelho a tua imagem Que já me foge Mas luto em ficar Coro gentil Onde choras meu lamento Não sou portador de fantasia Sou vate Minhas palavras são eternas Posso morrer Que ainda viverei Canção tão triste que não para de tocar A onde foi que eu pequei Foi em amar Ou será em me matar? O meu amor aonde tu habita Eu desejo logo lhe encontrar Juras ao ar Tantas eu joguei Que eu mesmo Conta-las não sei Lagrimas caem O silencio é desperto Meu coração Sei sente aperto Sopra o vento Fica o vazio Uma lembrança Sim estou só Eu tão triste Cujo único E fraco pensamento E o desgosto De antes não lhe conhecer Pasmo senhor Que carrega tantas cruzes Sem bens Sofre de amor Mas que a morte É o ultimo consolo Sinceros dias Onde se escondeu Tu prometeste A verdade me amostrar Ecos do abismo Ouso lamurias de meu próprio fim O que são meus versos Diante a ti? Coima aplica a mim Foi de morrer para viver? Ou de viver para amar?
II
Sou errante Nesta Terra de aflições Onde minha culpa foi não amar Minha senhora Não me deixe Não aqui Sou um vate solitário Em busca do amor A tempestade Vem é forte Mas não me movo Sou sólido como rocha Mas me diga Meu amor O que são meus versos diante a você O que sou eu diante a ti O que sou eu sem você Mas ai de mim! Pos não sei qual fiquei sendo Depois que há vi Mas fuja destas armas Que engatilhadas Querem ferir nosso céu Rompe o silencio Destorce minha mente Cântico de louvo Quem é nosso senhor? Queima meu amor Tal como queima as chamas da lendária ave Brilha meu amor Tal como brilha a aurora Refugia a mente Em teus agrados Repousa a alma Em teus braços Tolo senhor Que me deixou Mas para comigo Não pecas Mas para com vosso nome Mas peca a meu amor Dia vil Noite charmosa Luar tinhoso Mas meus olhos vendados Não pode ver tudo Com mordaça a boca Não terei muito a lhe dizer Mas lembras Você é meu amor E dentre muitas És a única Que me tocou Mas é triste saber que haverá um fim Mas não terá um adeus Mas sim um até logo Amor cruel Besta ao chão Choros abafados Senhor dos idolatrados Es que vate sou perante a ti Mas nada sou diante a muitos Vênus meu amor Declino o teu nome? Mas para comigo Vós pecastes Tirando-me a essência De amar de gostar Peco muito em tentar amar? Peco em lhe clamar? Mas sabes tu Que comigo errou Mas não me importo Mas este vate Não lê prestigiara Marcado pela desilusão Acompanhado pela solidão De encantos mil Tu foste a ultima aurora Diante ao meu olhar Passa o tempo Passa lento Preciso lhe encontrar...
Yan Costa Alves, O Poeta Morto
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