
A decadência do Império
Data 21/08/2009 22:44:25 | Tópico: Poemas -> Paixão
| Roma foi a capital do meu império Roma é algo que não esqueci Roma faz parte do pretérito Roma escolheu o caminho que não escolhi
Roma ao contrário é Amor Roma faz parte do passado Roma deu-me prazer, dá-me dor Roma deixou-me o espírito fustigado
Sem Roma instalou-se-me o caos no mundo Sem Roma o império desmoronou-se Sem Roma o civilizado foi ao fundo Sem Roma o Bárbaro elevou-se
E eu sublimo Roma, porque a amei E eu escrevo Roma, porque eu sei Que se a escrever fico calmo E não procuro nenhum alvo Para largar a minha fúria Por ter sofrido tal injúria
E o meu Nero incendeia Roma no tempo Para que se perca nos horizontes da memória Mas a mágoa não se apaga com o vento. Nova Era vem, Roma passa à história
Dirijo-me aos caminhos do contemporâneo De Roma, resta-me o desejo momentâneo Mas prossigo, vivo o dia de cada vez Elevo o falo, a virilidade e o três Coloco os chifres, e elevo a altivez Penetro em rias, abro o canal do Suez
Prossigo, sigo e caminho Adoro a vida, é este o meu hino Se esta me despreza Sou eu quem a eleva
É que de Roma, restam ruínas Preceitos antigos, Deusas femininas Vénus e Baco, bacanais fecundos E se Roma conquistou os mundos
Apenas restam parcos escritos Pilares, templos e mitos A Cristandade sucedeu quando Roma pereceu
E se a Eslava, proveniente do Oriente me ornamentou com os chifres hirtos, longos e fixes apenas pronunciou, o império decadente
Eu prossigo, mantenho a vida e a altivez
Porque a vida é só Uma E a História é una
|
|