Quase Tudo

Data 08/08/2009 12:58:37 | Tópico: Poemas -> Reflexão

No instante em que eu insisto
Como se tudo já não estivesse sido escrito
Olho para mim mesma e repito:
Para onde envio esse grito ?

Quando tudo que foi descrito
Facetado, estilhaçado
Dizimado, difamado
Esmiuçado ou Abençoado

Por que então insistimos?
Palavras para tal não se esgotam
Continuamos então nosso ofício
Que mais nos retrata um vício

Enquanto parece que tudo foi dito
Que nada mais há de novo
Surgem palavras e rimas
Onde o escrever segue aflito

Sobre amor, amizade
Desencontros ou a mais profunda dor
A despedida, a saudade
Quem ja não escreveu a uma flor?

Uma trova de despedida
Aquela que dói na partida
Outra de encantamento
Daquele que fez um juramento

Juras de uma paixão eterna
Em outro instante só uma quimera
Explosão de sentimentos
Eloquentes batimentos.

No entanto, caros poetas
Com sonetos, ou sem eles
Rimas ricas ou rimas pobres
Com versos brancos ou soltos
Cá estamos de pena na mão
Espantando a solidão!


Eliana Braga
Gaivot@
Campinas/SP/Brasil
30/07/09



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