
Verticalidades
Data 10/06/2007 16:19:43 | Tópico: Poemas
| Nego com veemência esse olhar, Acusador, reprovador... compreensivo, Ouvem-se agora as harpas a chamar.
Entrego-me à preguiça e ao mal, Sentado aqui... no fim do mundo. Travessos pensamentos que acolho Ornamentos que me enfeitam ao fundo, Urros de uma besta abissal.
Oro aos Deuses que não me querem, Nasço e renasço das cinzas do passado, Das vaidades dos outros que me ferem. Expressivo este não em mim espetado.
Quatro paredes sem janelas, Um caminho para cada destino. Embalem-se as cores espirais, Recordem-se nos olhos de um menino. Ovem-se mais tiros nas favelas.
Escuto segredos atrás da porta, Sem entender seus objectivos Tremem-me as mãos com o medo. Atrevam-se a ficar vivos, Recusem essa vossa alma morta.
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