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Data 20/07/2009 23:44:08 | Tópico: Poemas
| Ergues os braços a uma vida, uma passagem O horizonte esbate-se ao fundo um tanto difuso Caminhas de costas curvadas ao sabor da aragem Não entendes a razão do cansaço, tudo é confuso
Porque nasces, se amanhã pelo raiar da aurora morrerás Envolto na névoa esgaça dos sonhos encobertos Porque ris, se antes do dia acabar, chorarás Socalcos na alma em sangue e dor abrirás
Agora, tal como ontem o mistério permanece Talvez seja essa a chave da existência Bendito daquele que sem duvidas adormece
E eu tenho tantas, e tantas reticencias Caminho, caminho a resposta me foge Será que está na duvida, a resposta ás angustias
Antónia Ruivo
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