
ALUSÃO À FEMINILIDADE
Data 20/07/2009 03:32:53 | Tópico: Poemas
| ALUSÃO À FEMINILIDADE
Mulher essência do que é divino, missionária da felicidade. Mulher tão macia quanto linho fino, uma presença que alegra toda a cidade. Companheira, amiga e honesta. Água que a mata a sede daquele que a tem. Existe aquela que para os molhos é uma festa, quando não maltrata faz bem. Mulher teorema não utilizado na Matemática, mas usada e aclamada nos cálculos da vida. Excelente quando carinhosa, terrível quando apática. Sempre necessária nunca suprimida. Mulher um poço de infinitas recordações, sangue que corre nas veias, vasos e capilares, tão forte que chega a alterar corações. Mulher a que é boa, nunca tem similares. É o complemento que falta para suprir as energias É o cálcio do osso, a vitamina na gripe, o analgésico na dor. Às vezes aborrece, todavia dá alegrias. Tão meiga quanto uma flor. Nasceu, cresceu, amadureceu e chegou. Na hora certa, no dia exato, na noite alegre. Viu o homem, deu-lhe a mão e o amou. É uma pena que fosse tão breve. Mulher reúne virtudes, carências e mágoas, Ilusão, alegria e tristeza. Estância mineral, fonte de águas, E ainda possui beleza, zelo e sutileza. Mulher tão linda que é uma preciosidade, mas nestes termos falada será sempre uma raridade. Por isso terá de ser amada. Mulher que intensamente afaga no leito. Com carinho, ternura, amor e vontade. Também alimenta seu filho no peito. Pura e com sinceridade. Mulher amor, que ninguém a temem. É a alegria que me faz dizer que com confiança e fé faço dela meu leme sem ela de que adianta viver? Mulher é o elétron oitavo que completa o octeto É o zero que se acrescenta à direita. Seu resultado é sempre quadrado perfeito. Quando bem amada fica satisfeita. É a rua pela qual se foge ao trânsito louco, Acelerador do meu carro em disparada. Há gente que sobre ela fala pouco Deixando-a triste e desprezada. É esposa, amante e amiga Não se deixa facilmente influenciar, Nunca queira tê-la como inimiga Nem queira vê-la sem falar. Branca, mulata, loura, não importa. Alta, baixa, magra, também não. Desde que ela seja de uma casa: a porta e de um braço: a mão. É um labirinto muito grande. Um túnel bem extenso. Que Deus a comande Dando-lhe sempre este bom senso.
JOSÉ CARLOS DE ARRUDA.
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