
Monocromia Política
Data 18/07/2009 04:12:42 | Tópico: Poemas
|  Monocromia Política
Ele era tão torto do avesso, Avesso ao direito em excesso! Tão viceralmente expresso, Um verdadeiro ex professo, Na arte do insucesso!
Inconfesso desviado, Com pregresso desvairado, Um processo acobertado
De regresso na cidade, Progresso na sociedade, Revesso a posteridade
Arrancou-se do recesso, E num súbito retrocesso, O avesso entrou em plesso, A tara o fez egresso, Das profundezas digresso, Do que pregava em confesso.
Mostrou-se em essência, compresso, Da decência um bregesso, Roubou, infectou qual abcesso, Enlameou o Congresso: Saiu no Repórter Esso.
Eu, continuo no osso Pois tamanho alvoroço Botando o homem no cosso, Virou nada, teve endosso, Da casa que tem um fosso
A história virou missosso, E ele ainda fala grosso, Continua o cabolocosso...
Prá comer só tenho isso, Que alguns chamam de troço. _ Uma esmolinha, seu moço!
Brasil, julho de 2009.
Ilustração de Paula Baggio Nanquim sobre Papel Canson 21x19
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