
A IGNOTA EQUAÇÃO HERMÉTICA DE UMA MATÉRIA
Data 13/07/2009 12:28:37 | Tópico: Poemas -> Reflexão
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Ela não emite e nem absorve o galopar pujante e pungente Da luz, da energia. Ela vaga intangível pelo espaço: Á revelia dos tradicionais dogmas Da Gravidade, da Astro-Física.
Ela faz da incapacidade De comprovar a sua existência O seu éden abscondido: O poder da altiva acuidade, O poder da mais onipotente fortaleza, O poder da mais sábia aquarela da insurgência, A fluência da mais dinâmica cachoeira da móbil clareza, A sageza daquela que é a mais inalcansavel cordilheira da transparência!
Ela aglomera estrelas: Torna o lúgubre universo Em cinéticos pontos de luminescência.
Ela, afinal, me espanta: Trajada com a indumentária do anonimato, Se comuta numa das forças Que timoneram o sideral vácuo.
Ah, como quero fitá-la, Degustá-la opticamente E tangê-la no afagar da demora: Abraçá-la, amá-la, sorvê-la, Adquirir-lhe a virtude do contínuo vôo E segui-la esconsamente Pela vastidão das galáxias, Que, a granel, Nascendo, medrando, morrendo, Caminhando para o reino da unificação se vão.
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
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