
ANA… ESTÁS EM MEU CORAÇÃO
Data 12/07/2009 17:56:40 | Tópico: Poemas -> Dedicatória
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Ana, foi em tempos, uma cadela, entregue à sua sorte, que eu acolhi, por entre o medo do desconhecido e o barulho estridente, da rua e dos carros, que a deixavam nervosa, chorando baixinho, escondida, no seu esconderijo provisório, que lá encontrara.
Seus olhos meigos, depressa chamaram-me à atenção, e, apelando, a todo o meu amor, Ana adoptou, uma posição, de subordinação, como quando junto dos seus, e rastejando, lá saiu, debaixo de um carro, aceitando minha mão estendida, indo ao seu encontro.
Ana, era um animal bonito e muito bem asseado, intervalando a cor de seu pelo, entre o preto e o branco, nuns olhos, de uma cor castanha, que mais pareciam, querer falar, de tudo e muito mais, seu sofrimento, das ruas impuras. Porém, chamando-a, acariciei-a, lambendo-me as mãos.
Daí em diante, tornamo-nos inseparáveis, e, para onde quer, que eu fosse, Ana, encostada, às minhas pernas, seguia-me, para todo o lado, latindo de alegria, e, a todo o instante, olhando-nos, nosso amor, tornava-se, cada vez, mais forte, e fazíamos jogos, só nossos, sem incómodo, para as pessoas.
O nosso sítio favorito, sempre que possível, era um campo, coberto de erva, com passeios, junto ao rio. Então ainda manhã cedo, eu e Ana, saíamos , numa correria louca, para ver quem era o primeiro a chegar. Claro que, Ana, saía sempre vencedora, e, recompensando, meu esforço, um pau me oferecia.
Entretanto, triste dia, se abateu, ao chegar a casa. Ana, cheia de vida, com a liberdade, nos seus belos olhos castanhos, tinha conseguido sair para a rua, na minha ausência, e, atravessando, uma estrada, fora colhida, por um carro… ante seu corpo chorei e pelos filhos que perdera… pois Ana, estava grávida.
Jorge Humberto 11/07/09
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