
Pânico de amor incorpóreo
Data 11/07/2009 01:39:34 | Tópico: Poemas
| Sofrer corrói a alma com falta de um gesto de ternura, de se dar num toque e sentir seu ser por completo.
A noite conquista o domínio dessa vontade de estar bem próximo.
Cada vez cria mais vontade de olhar nos olhos e entrar no infinito.
O vento sopra súplicas pela janela sussurrando agonia, este vento transporta notícias da angústia do ego de um querer saber mais um pouco da sua alma gémea. Que loucura duas almas tão idênticas, tão afeiçoadas na sua postura de querer um outro nunca antes alvejado de forma desenfreada de loucura sem tamanho.
Sem entender que alguém se conheça numa troca de palavras e possa trazer tamanha paixão e até mesmo um amor incorpóreo. Serão concretos os olhos nos olhos? Será possível concretizar algo de tão esperado desde sempre? Há fantasias que brotam sonhos bem cedo mas que por vezes a desilusão converte em pesadelos.
Trazendo reflexos de um amor possível como sentença. Não tenho certeza mas reconheço que já vi este reflexo, não me parece estranho mas o pânico tenta intimidar-me. Sustento uma vida num prometido de riquezas na alma.
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