
SEARA AO VENTO (republicação)
Data 08/07/2009 07:31:20 | Tópico: Poemas -> Introspecção
| Às vezes dizem-me que sou forte! Que sou heroína, que provo fel, transformo em mel, saio ferida, lambo as feridas, enfrento vendavais, saio ilesa, sem ais... E ainda me sobra riso, para musicar momentos que roubo aos lamentos...
Mas eu sei quão fraca sou! Sei que a dor me magoa e que a tristeza mina abismos em mim. Sei que as forças faltam, que, tantas vezes, só finjo querer, quando só fugir eu quero... Sei que engano o tempo, deixando que ele me engane a mim... Sei que sou balanço de haste de trigo, que se dobra ao vento, em seara alheia... Sei que não atino com o meu caminho, porque cedo ao Destino...
Às vezes chamam-me fraca... Que não honro a condição, que traio a emancipação, que não ouso lidar espadas, que me escondo em fachadas de hipocrisia e perdão!
(Mas só eu sei...)
E levo, carrego a Vida, caio, ergo-me de seguida, dou a mão a quem me pisa, dou amor a quem precisa, dou calor a quem tirita, (se me deixa a intenção!...) com o olhar acendo o lume que pretende ser salvação! Dou um riso, pois preciso esconder de quem mim precisa, as lágrimas do desespero... E espero, vivo e agradeço as benesses que mereço...
Sei que sou forte, afinal! Para ouvir:
http://recantodasletras.uol.com.br/audio.php?cod=14931
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