
ANDANÇAS
Data 06/07/2009 22:33:24 | Tópico: Poemas
| Caminho neste meio sono sem acordar os demais que se atravessam no crepúsculo das manhãs cinzentas embrenhadas de sonhos paridos ao nascer e derrotados nas andanças dum galopar constante de desejos embrionários a definhar. Trazem no rosto o som do mosto searas nuas, escaldantes onde guardaram a imensidão desejável dos sentidos sem sentido a tropeçar. Ébrios de noites desfloradas em batidas guarnecidas de nada numa vá tentativa de metamorfoses quiméricas tentam dedilhar o som rouco de glórias impossíveis a haver. Tropeço as odes guardadas em sotãos morada vedada ao silêncio interrompido por vagabundos lidos em tardes feitas gestas adornadas de insígnias escondidas num mistério a dormir. São as andanças intranquilas de momentos solitários de alguns que se escondem sem rasto palavras a desbravar.
Eduarda
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