
«« Teia de aranha ««
Data 05/07/2009 13:24:02 | Tópico: Poemas
| E agora, o que sou ou não fui o que deixei de ser O que vi ou não vi, o que para ver deixei E agora, o que quero e não quero, o que um dia terei Pedaços de espuma fria presos no alvorecer
Remoinhos vendavais sol de Agosto meu prazer Labaredas cintilantes, água fria beberei Moinhos de vento distantes, ao longe eu já não sei Caminhos feitos de ais, cruzarei ao amanhecer
O cansaço se instalou e teima em não passar Névoa negra que me ofusca o olhar, sem dó Teia de aranha, que me cobre me tira o ar
Luto, barafusto teimo em me desenvencilhar Nesta noite gélida onde os gatos miam só Estou tão só como eles falta-me a luz, falta-me o ar
Antónia Ruivo
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