
Siricutico
Data 02/07/2009 01:54:41 | Tópico: Poemas
| A vida vem espremida Em bloquinhos de sokoban cósmico Esquinas que desviamos pra não esborrachar.
A vida vem espremida como suco de limão na manhã Rasgante exprimindo a ciência da tez da chibata Sudoríporos em contagens regressivas digressivas Calados na poesia demais real jasmins hortências.
Dobro cenhos punhos e ventre Rasgo a mortalha sebenta Adeus à hesitação do ato Alegria por sobre todas as lágrimas.
Um corte Um curto Um entrecorte Um susto!
É arguido que se ouça Que se esperneie em alto proclamo As novas razões pés pontes rolantes Pelo seio macio da esfera gloriosa da certeza.
Pelo pouco que se tem em que se pode confabular Pelos breves gestos que ora nos ornamos retocar Os soluços sanguinolentos duma ânsia por mais sempre mais.
Pontas de dedos Alheios Tocando-se Ao vento veloz De amor espartano Ascese ascencionada O monstro seguia rolando E as promessas das estradas Faziam sede de água cristalina.
Salvamo-nos enquanto podemos Enquanto durem as baterias Ou as ceias de protocolos Liberdade simbiótica dominatrix Uma moléstia virática adocicante.
A paixão maturada é vinho de concórdia É a suprema coincidência Abraçada e amalgamada Fronteira imaginária entre o acaso e o destino Ao preço de tua superação de si Em nome do elo natural Frágil recompensa Em nome do futuro do mundo Os modos adequados.
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