
CAMINHOS E SOLIDÃO
Data 05/06/2007 15:36:31 | Tópico: Poemas -> Amor
| Neste silêncio minha alma sangra sua ausência É como parte minha estivesse morta para não mais viver Como se a energia se esvaisse de meu corpo Como se o brilho virasse cinzento Meus olhos tristes e secos de tanto chorar Este espinho que cravou em meu alma jamais irá sarar E a falta que me faz não se vai, nada a tira daqui Neste espaço nosso, não abrigo outros beijos e abraços Em meu corpo, ainda sinto o grito do adeus Suas lágrimas percorrendo sobre esta face rude Em seu peito existem cortes profundos Eu criei estes cortes, deixe que os feche por favor Sua vida, minha vida, somos o que além e depois do que fomos? Não sei se o erro maior é eu tentando fingir que sou feliz Ou você acreditando que sem mim pode viver Neste silêncio crio sua imagem a imagem de Deus Acredito que não existe fim se estive perto da eternidade Se alcancei os céus com as mãos enlaçadas nas suas Se senti o pulsar do amor tendo nossos corpos alados Neste silêncio apenas fecho meus olhos E sinto-o aqui, perto de mim E quando os abro sangra minha alma sua ausência É como parte minha estivesse morta para não mais viver Como se a energia se esvaisse de meu corpo Como se o brilho virasse cinzento Meus olhos tristes e secos de tanto chorar Talvez isso se chame solidão Caminhos que tomamos, dores que amainamos Pessoas que não substituem, e palavras que não conciliam mais Talvez amor eu me sinta só A solidão como fruto dos caminhos que traçamos Caminhos que tomamos, dores que amainamos
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