
VIAGEM
Data 22/06/2009 18:32:04 | Tópico: Contos -> Tristeza
| Sigo, clandestina de mim, incógnita de ti, a viagem em sentido único que me marcaste a dor, na carne... ...arde-me o sal da água quente que me mata a sede, cala-me o medo de ficar, exangue, na beira da estrada. E o rio de chumbo pesa-me nos olhos, do cansaço fundido que serpenteia nas curvas do meu rosto. Rio pardo, demarcado a meio pelo risco descontínuo do riso necessário... Não fico na beira da estrada. Não. Sigo o caminho, clandestina de mim... porque o sentido é único, já é único, os meus olhos estão irremediavelmente presos no chumbo... (pior que vender o corpo por dinheiro, é entregar o corpo por medo...)
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