
9. Tatuagens do tempo
Data 18/06/2009 20:55:57 | Tópico: Poemas
| Corpos estranhos invenções delirantes, indescritíveis estrondos de sombra e luz. Rodas da vida. Hélices retorcidas, cérebros deformados, automatismos, reflexos desfocados em contra-luz. Cegueiras por não querer ver… Analfabetismos, cicatrizes devoradoras e vorazes ondulantes neste tempo p’ra esquecer.
Escrevo-te. E descrevo-te assim: umas vezes mais ou menos outras, mesmo, ruim. Coloco o meu tempo por cima do teu e vejo nele tatuagens sobre tatuagens e miragens… Coisas doutro tempo que este actual esqueceu.
Apetece-me desligar a máquina do tempo. Fazer um laço de cânhamo – um laço corrediço – suspenso de misterioso céu, para enforcar o tempo malvado que já me não dá tempo de nada, nem mesmo entre um intervalo e outro, e dizer-lhe: “quem manda no tempo, agora, sou eu!”
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