
Beleza demolidora
Data 12/06/2009 23:12:25 | Tópico: Poemas
| Há uma verdade evidente num zumbido de vespa (era uma scooter) Interrompeu a sesta Que parece fugir a qualquer controle Há uma verdade evidente em tudo o que dizes A preceito descapotável Singrando de peito enfunado Em sentido contrário Ao do vento Uma visão de todos os dias (O tanas) Era um portento Uma beleza demolidora De clichés inerentes (Em voga) Sem método e sem sustentáculo Em vocábulos desaparecidos Que regressaram à vida (Dos poemas) E desfrutam de respeito Persistentemente à beira da metáfora Tantas vezes desperdiçando o suor do rosto A tentar evitar que o que aconteceu Tivesse acontecido Como passar a dura prova (Da infelicidade) Nenhum argumento é suficiente Muito mais tarde O arrebatamento é efeito de linguagem Traçado peculiar de divisões Que anunciam algo Que não chega até nós No meio de discussão infindável Há quem ouça o eco de grandes almas Ao acaso de ser poema No declínio de duas ou mais eras De poder corrupto De amor ao dinheiro De atrofia por insolência E por ignorância laureada Essas pitonisas emancipadas Repertório de figuras De ressonância sem sinceridade Não pisam sequer o solo Quanto mais um aposento délfico Mas pronunciam sentenças Austeramente simples Sobre o futuro Sem nenhum grau de codificação Passado ou presente Sobrepostos ou paralelos Que perturbam a visão Com a liberdade de regras Destituída de atenção E de predicados Mas não de triunfo E de desaire.
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