
RAZÃO DE SER
Data 04/06/2009 22:30:08 | Tópico: Poemas -> Reflexão
| RAZÃO DE SER
Da folhinha incógnita do jardim Que caprichoso arbusto esconde Á insinuante rosa carmesim Que emerge da folhagem junto à fonte
Do riacho alegre saltitante Nascido das entranhas lá da serra Ao sereno rio que coleante Abraça os montes da minha terra
Da avezinha nervosa e inconstante Que baloiça na haste da giesta Ao tigre opulento que, hiante Revolve a indómita floresta
Da manhã de Sol resplendente Inspiradora de galante rouxinol À tarde invernosa e inclemente - Dos elementos em fúria, quais forças do mal
Da noite de tormenta impiedosa Das leis da natureza ditadora À noite de luar, esplendorosa, E de romântico paraíso promissora
Do inseguro olhar duma criança Tacteando os primórdios duma vida Ao velhinho trémulo que alcança O limiar da hora da Despedida
-Num fulgurante rosto de mulher -Nuns lábios que ardem de desejo -No desabrochar do botão em flor -Nuns olhos que devoram de querer -Num Deus que se adora sem se ver
-Aí a razão deste meu Ser Por que aí a Vida – aí eu sei o amor
Antónius
(Março de 1983)
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