
um novo olhar
Data 01/06/2009 22:49:45 | Tópico: Poemas -> Infantis
| Dedicado aos meus filhos Filipe que hoje fez anos e Pedro pelo dia da criança...
Andei à tua procura E nesta busca incessante Em que julgava distante, Fui encontra-te neste dia… Vinhas nu, cheio de sangue e só, E naquele momento senti a magia Do amor a purificar o pó…
Comovido, por tanta alegria, não ri, Pegue-te ao colo e sai Meio confundido e aturdido, Queria que te sentisses aquecido…
Entreguei-te à tua mãe Embora não chorasses e não sorrisses Ela sabia concretamente Que eras o seu filho…
Na ânsia de ao colo te pegar Olhou-te, sorriu-te e achou-te parecido comigo Senti que querias dizer-nos segredos… (afinal os bebés não falam) Não falavas, mas tinhas ar de graça a graça que se fitou diante de mim
E agora tu eras ele a quem eu, sem experiência, tinha que tratá-lo… E assim… com ele nos braços, permaneci ali a dizer a toda a gente como era lindo no meu embalo Compreendi, então, que devia traze-lo ao seio da família e dizer que aqui está quem vai encher o vazio da minha vida…. E ele sorria... ninguém entendia o que queria mas eu sentia o calor do seu corpo frágil, despido e a querer falar… Queria entender a mensagem naquele pasmo de inquietação auscultei-lhe o coração e por fim ouvi: - Eu sou teu filho, nasci para trazer amor…
Parecia que ninguém entendia… mas ele nos meus braços sorria e mais dizia: - Começou a viagem sem bilhete de passagem…
Sai pela porta do hospital que ali já me sentia errante há tanto enfermo a quem a morte espreita e vive agonizante e sem esperança… (e há pouco muito pouco nasceu uma criança) haja luz na sua cama estreita… Mostra-me mais ali… São presos na cadeia?! Sim, homens vítimas de si e de uma ideia que ainda não sabem que nasceu outra vida…
Há neste mundo gente a mais com fé perdida… e em espeluncas e catres de tortura sórdidos de vícios um aceno de ventura será que na tua vida há paz e amor?! Não te posso garantir a renovação e a exaltação de tudo o que é de valor!
Quanto de humano existe no coração de aceitável e generoso, de quando é agradável e bondoso… Tu nascente como esperança…
...Não devias ter percebido as minhas palavras sem sentido... ...e adormeceste!...
Quando pensei que ainda dormias pude ouvir: “Para onde me levas?” Para casa, respondi já nervoso, Tão pequeno e já tanta inquietação - Vês aquelas estrelas no céu tu hoje estás a vê-las brilhar mas um dia a vergonhas bate-lhes à porta, mas que importa tu és a coisa mais bela, uma verdade o brilho maior de todas as estrelas… és filho do céu, uma vida que nasceu da vida de outra vida pela vontade…
E assim despeço-me com um beijo em sua face de tal modo o beijo foi ardente de tal maneira ele o sentiu que abriu os olhos castos de repente E sorriu… sorriu…
Este beijo que te fez acordar veio da doce estrela brilhante do mar…
…Não escutes as minhas palavras elas nada dizem ao teu olhar…
Dedicado aos meus filhos Filipe que hoje fez anos e Pedro pelo dia da criança...
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