
APOGEU
Data 25/05/2009 17:42:49 | Tópico: Poemas -> Alegria
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Corre uma leve brisa, refrescando meu rosto, ao entardecer. Isto ainda, a horizonte, não se vislumbre, as cores habituais, de um pôr de sol.
As folhas das árvores, mostram seu reverso, de um verde mais claro, vergando-se ao peso do vento, que vai subindo de intensidade.
Mais abaixo, o rio, com suas pequenas ondas, é agora um quadro, laranja e amarelo, entregando-se aos outros elementos, que irão formar, a distinta linha, entre o mar e o céu.
E meus olhos, enchem-se de beleza, quando, por fim, a horizonte, o sol se põe, num espectáculo, todo ele diferente, de dia, para dia.
Descendo vagarosamente, já totalmente vermelho, pode-se ver, como se dentro do sol, silhuetas de pássaros, qual quadro oriental, em representação, da natureza.
E, batendo, à minha janela, deixo, que a noite, invada meus aposentos, concebida, que foi a metamorfose:
e somente, uma lâmina de prata, continua a brilhar, por sobre as águas, deste eterno rio, tendo a lua por cima.
Para além de mim, espreitando à janela, apenas, um belo gato, se passeia, desenhando sua sombra, no muro, num caminhar felino, deixando atrás de si, toda a sua graça.
Resolvo-me a fechar tudo. Desejando-lhe, toda a sorte, para mais uma noite, de ganhos e de perdas…
Pensando bem, todos somos feitos, destas pequenas, grandes coisas.
Jorge Humberto 24/05/09
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