
suicídio
Data 25/05/2009 16:09:10 | Tópico: Poemas
| há um cântico sombrio ódio do grito envenenado pela transformação do coveiro inocente da enxada do louco furioso
o asilo da terra saciada
e o sarcástico feito da culpabilidade que o estômago devora por conta dos anos que os olhos comem.
ao castigo suportado que escorre no pensamento, o êxtase é uma porta duvidosa da palavra estropiada.
ao homem cabe da nudez dos seus dentes inventar fantasmas.
a angústia
a angústia cega da luz hipócrita no recanto introspectivo murcha
frágeis papoilas dramáticas
e eu descubro uma ferida que num salto ao desconhecido deixo aberta.
a astucia do leão morde de faminto a agonia e o desprezível é uma membrana poética.
difícil é esmagar o crânio que me soluça durante o sono.
é da luz que a transparência tem medo.
habita na sombra uma seringa voluptuosa semente de cada momento.
não seria eu se mais não fosse o ouvido das fraquezas das asas dos pássaros.
e o suicídio é a gravidez da uma lua cheia de tão magra.
|
|