
Paixões e poetas malditos
Data 24/05/2009 20:02:05 | Tópico: Poemas
| Chora a céu aberto Corre pelo espaço infinito Acerca-se do poema perfeito Que escorre por labirintos Labirintos incompletos, quentes, mas nus Das palavras que soltam murmúrios Presos por pesados grilhões Que amordaçam as paixões Que se escondem em cada verso Do poema que produz.
Poemas e paixões De poetas malditos, sempre benditos Que rumam sem saber o norte Que escrevem num todo a sua sorte Tal como escrevem a morte
Do sonho, do irrequieto Do soneto incompleto Que se lê no seu esqueleto
Poeta maldito Procura o verso perfeito Como quem cava a sepultura Onde um dia descansará De uma vida, cheia, mas dura Poeta maldito na poesia perdura No poema transcrito Na seiva que percorre eterna No poema que nasceu, sem pena Nos séculos que anteviram Bitola dos seus sentidos Poema há muito escrito Por todos os que foram malditos. Benditos os poetas.
Poetamaldito
|
|