
Tela minha
*O Eterno* Está em cada momento que vivemos Nas teclas que ecoa o som da canção Num minuto de olhar eternizamos Inspiração da retina em combustão
Procurei na paisagem vi o arvoredo Na óptica o vácuo num infinito No limite a imensidão do degredo No azul do espaço, ocultismo do grito
Como eterno dos sonhos revi o amor Anseio do corpo para imortalidade Como se fosse uno o clarão refletor Entre dois seres além eternidade
Na palavra escrita sobre a areia Até ser tragada na onda do mar Está o eterno da espera a sereia Esperando do amado seu olhar
A paz que no mundo faz estampa Fazendo da arma seu estandarte No corpo o bordado leva a campa O coração necessita de baluarte
O eterno é cada hora com cautela Como se fosse sol a terra doirando A gota da água beijando a janela O sonho sem miragem deslizando
Façamos do tempo nossa moradia Como o luar que descortina a luz No ciclo da vida a água é valia A alma se eterniza na contraluz
Sonia Nogueira
Este poema foi o primeiro colocado no III Concurso Poesiarte, Cabo Frio Rio de Janeiro
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