
Como se fosses real (ou uma foto que se desprendeu no olhar)
Data 23/05/2009 15:33:23 | Tópico: Poemas
| No meio dos coqueiros Existe um navio de longe Neste mar que adoptei Na praia que frequento Na saudade que ficou
E tu vens de lá Sorridente e bela O vestido conciso As sandálias ligeiras O sorriso no olhar Que é teu e meu Na partilha de ti Na partilha de mim Minha água, fermento Minha alma, minha paz
Abraças-me e me rendo Quando em mim Suspendes teu corpo No amplexo das sensações Fixadas e celebradas Ao ouvido da vida No corpo que estala Os músculos subindo No universo dos sentidos
Estás em mim que te quero No colo de mim sentada No olhar de mel No sussurro de ti Nos sentidos que alertas Na conciliação que trazes Na calma incendiada Da sombra que fazem as árvores Onde encostamos a partilha
Dispo-te vestido e alma Traço-te as formas Com um giz de cores Que é minha língua Minhas mãos Que sou eu em ti Percorrendo-te Sequiosa e linda Como estrada de amores Pista de desassossego Minha constelação De brindes e certezas Ímpares de serem Despertador e descarga Da ausência e saudade Das tuas mãos em mim Do meu beijo em ti Selinho ou fartura Mimo ou devaneio De estares e vires Na conquista do corpo Que fazemos a dois E nos guardamos na eternidade
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