
na praia do meu amor em chamas
Data 19/05/2009 09:47:00 | Tópico: Poemas
| Segunda, 18 Junho 2007 às 11:14 Aquele coqueiro Que me conhece Na partilha da alma Que grito no mar Sabe quando chego Conhece em mim A condição e o recato Segreda-me na brisa O convite à partilha Adejando suas folhas Na brisa breve Sabe de mim O que não sei Sente em mim O que escondo Compreende o silêncio Impele-me a voz Dá-me a sombra Que preciso Nos instantes Da solidão de mim Hirto e perene Subiu no ar Suas folhas Caídas na idade Que se vê no tronco Por isso vem de trás A sabedoria Dos conselhos Que dá e sente
Encosto a cadeira No caule rugoso E digo-lhe do amor Dos sentimentos Da eterna vontade Da incessante procura Sonho e realidade Mitos e confissões Ele fica absorto Na sua secular ramagem Em conflito de folhas Que se tocam E se sentem sós Elevadas e finas Olhando o mar Calmo de alvoradas
Mas é no seu tronco De silêncios cúmplices Que encosto o corpo No cigarro que foge E se minimiza Na cinza que dura Dos dias sem paz Dos dias cheios ou vazios Dos dias apenas Que correm e voam Ao encontro d’Ela Na saudade e na fé Esperanças adiadas Esperanças faladas Nos momentos que ficam
Ontem contei-lhe Que a madrugada se foi Em juras de nós No vento e na cama Das estrelas que foram E voltaram cheias Da estrela cadente Das luzes e do luar Que vi na montanha Onde subi ébrio de ti Ébrio de mim Na esperança feita De diálogos intensos De sonhos carregados Na electricidade vivida Das palavras brotadas No silêncio do compasso Com que desenhamos Os círculos da posse Da entrega e do encanto
Ontem disse-lhe quem eras Mito escondido nas asas Que descansas em mim Da busca incessante Que não vislumbras Mas arrebatada segues
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