
Não quero ir só
Data 17/05/2009 22:08:01 | Tópico: Prosas Poéticas
| No meio do meu pedaço de Céu vejo um mar revolto de corpos e actos humanos. Abanando a cabeça em silêncio dou por mim a pensar coisas patéticas de tão humanas e mesquinhas. De que me servem todos os avisos quando vejo quem amo cair nos mesmos velhos buracos? De que me serve a minha razão perante a dor alheia tantas vezes cega e irracional? Perdendo-me no planar suave da pirata gaivota recupero o momento.Mas de que me serve ele se o vivo sózinho? Como me alegro de tudo deixar e de nada sentir falta!... Mas como não magoar o próximo com este meu desprendimento? No meio dos sonhos que são a minha vida, dou por mim sentado partilhando visões com tantos Jesuses e Budas que as palavras perdem os contornos e todos os conceitos se unificam num pulsar que é Só aquilo que nos sustenta. Sabendo eu que nada do que interessa se explica por palavras, resta-me apenas quedar-me um pouco mais entre aqueles que amo. Com a meta á vista há que olhar para trás e cuidar de quem lá vem.
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