
Formas impuras, pecados capitais
Data 16/05/2009 20:05:09 | Tópico: Poemas
| Vaidosa utopia saiu à rua no olhar da cobiça andou a fixá-la opalas lentes os olhos de gentes despidos de cristal, reflexos de soberba juízo vulgar vista da alma perdida sem guarida embriagada na luxúria pecados descuidados altares de barro vidros de repartidas cores formas impuras de fixar o espelho quebrado, torcido.
A preguiça balança na escura esperança de ver crescer sem ter que se mover, mesquinhez invejada olhares ambíguos ao abrigo alheio, o sentido do mundo transforma na ira malvada desequilibrada sem remorsos nos tortos destinos. Gula sem abstinência entorta o corpo em aparência insaciável demência, avareza em bolsos apertados onde o tudo se torna nada contente ilusão vazia culto das matérias efémeras no cerne amargo da sombra da alma no calor que arde em enfermidade na índole empobrecida.
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