
Não peço perdão, porque acho ridículo
Data 09/05/2009 14:21:45 | Tópico: Poemas
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De boas intenções Está o inferno cheio Acho que é plágio Alguém falou pelo meio
Frases feitas na cartilha De amizade e rodopio Frases sem emoção, asfixia Que deixam tão grande vazio
Espreita-se aqui e ali Dói na alma, o que se lê Palavras medidas a milímetro De amizade, vaidade, sentimento, e… Pura badalação Não me metam os dedos nos olhos, não,
Homenagens até mais não Ao gato ao periquito, ao cão Todas elas saídas do coração Em primeira mão Não é copia , nãooo
Ai Camões, Pessoa , Vinicios Florbela, Leminski, Neruda, Poetas de alma e sonhos Vossa poesia, não foi muda
Mas tudo muda, Evoca-se por dá cá aquele palha Vossos nomes sem respeito Basta que isso nos faça perfeitos Mordemos na mão em que comemos Sem pecado, Afinal, somos poetas afamados Comparados sem vaidade Ao Pobre poeta Consagrado.
Esquecem que grandes Nascem de século em século Todo o resto mendiga Leituras e um lugar ao sol
Não peço perdão, porque acho ridículo.
Poetamaldito
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