
Excertos - Canto Geral
Data 08/05/2009 12:40:32 | Tópico: Poemas
| XIV – O GRANDE OCEANO
VII A CHUVA (RAPA-NUI)
“À noite sonho que tu e eu somos duas plantas Que se ergueram juntas, com raízes enredadas, E que conheces a terra e a chuva como minha boca, Porque de terra e de chuva estamos feitos. Às [vezes Penso que com a morte dormiremos abaixo, Na profundidade dos pés da efígie, olhando O oceano que nos trouxe para construir e amar.
Minhas mãos não eram férreas quando te [conheceram, as águas de outro mar as passavam como por uma rede; agora água e pedras sustêm sementes e segredos.
Ama-me adormecida e nua, que na praia És como a ilha: teu amor confuso, teu amor Assombrado, escondido na cavidade dos sonhos, É como o movimento do mar que nos rodeia.
E quando também eu vá me adormecendo em teu amor, nu, Deixa a minha mão entre os teus peitos para que [palpite ao mesmo tempo que os teus mamilos molhados [na chuva.”
|
|