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Data 07/05/2009 22:03:06 | Tópico: Poemas
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Estou presa ao preconceito De viver por bem parecer Queria cantar bem alto, Saltar, pular e correr
Correr daqui para fora Onde não houvesse hora, Nem agora Brincar como uma criança Que desconhece o amanhã Saltar à macaca, ao eixo Num trambolhão partir o queixo Chorar bem alto,porque não Sem me apontarem o dedo Queria fazer da noite dia Do dia esquecer a data O ano, nem fazia falta E o depois para trás ficasse Que este delírio parasse Que o vida girasse Ao sabor da fantasia Sem ironia Correr abraçar o mundo De mulher lúcida virar louca Saltar de boca em boca Demência mais sã não existe Ali vai a pobre louca.
Estou presa ao preconceito Por viver segundo o conceito.
Antónia Ruivo
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