
O homem, a terra, O MILHO, a farinha e o pão
Data 06/05/2009 20:17:34 | Tópico: Poemas
| Revolve o campo, remexe a terra, semeia um tanto pela primavera. Decorre o tempo, cresce a planta e o sentimento ao céu levanta. Depois desfolha, sempre a preceito, sem uma escolha do mesmo jeito. Vem o despontar (de certa maneira), ou desbandeirar à soalheira. Tira as barbelas, que o tempo urge, sem sequelas o apanhar surge. Leva as espigas para o palheiro e sem intrigas escapela primeiro. O descamisar fá-lo em grupo, para o aliviar de ouvir um apupo. Ecoam cantigas, dão-se em abraços, no aparecer espigas de rei a espaços. Faz a debulha, os grãos põe na eira, disso se orgulha de outra maneira. Ao sol fica à seca por algum tempo, depois da espera chega o momento. Vai para moer no moínho do rio, é o leve sofrer dias a fio. Feito em farinha trá-lo para casa, em sacos de linha na arca os vasa. De tempos a tempos na gamela a amassa, sem contratempos tudo ultrapassa. Depois de moldada, pelas mãos da mulher, a forma é criada numa mesa qualquer. É levada ao forno para o seu cozimento, sem fazer transtorno mas com sentimento. Passada a sua hora, com toda a atenção, retira sem demora o tão ansiado pão. Nuance passada que não foi à toa, é agora chegada a esperada broa!...
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