
Sonho e Sonhar [Desgarrada poética]
Data 11/05/2009 21:42:07 | Tópico: Poemas
| Santos Almeida: "Numa casa sem tecto os sonhos vão mais longe" Andraz: "Quem sonha voa alto, quem não sonha perdeu as asas" Santos Almeida: "Quem sonhou muito alto amanhã perde as asas" Andraz: "Quem sonha nunca vive o amanhã, é eternamente hoje" Santos Almeida: "Quem nunca sonha vive eternamente no passado" Andraz: "Todo o ser humano sonha, estar vivo é sonhar, porque sonhar é ter asas, viver é voar" Santos Almeida: "Em todo o sonho o nada se distingue" Andraz: "O nada não se distingue, porque tudo é o nada" Santos Almeida: "Nem tudo sonha e o nada não tem asas" Andraz: "As asas do sonho são feitas do nada, este não voa porque é o próprio voar" Santos Almeida: "Separa-se o nada do sonho, fica a vontade" Andraz: "A vontade de sonhar nunca morre, porque nunca nasceu" Santos Almeida: "O sonhar é uma constante. também o são as vontades" Andraz: "Constante é a vida, que é vontade, vontade de sonhar" Santos Almeida: "Constantemente se ouvem as vontades" Andraz: "Ouve-se constantemente o sonho da vontade de sonhar" Santos Almeida: "Os sonhos só se ouvem acordados" Andraz: "Os que sonhos que não ouvimos acordados despertam apenas quando morremos" Santos Almeida: "Quando se morre a vontade despede-se" Andraz: "Não há despedidas, o que morre nasceu, a vontade nunca foi dada à luz, ela é o sol que ilumina a noite" Santos Almeida: "Belas palavras, sem efeito no corpo" Andraz: "O corpo nasceu, morrerá, que tens tu a ver com isso?" Santos Almeida: "O meu corpo tem tudo a ver" Andraz: "Tem tudo a ver, mas o que se vê não é o que o vê nem o que é visto" Santos Almeida: "O ser visto não vê a sua própria vontade" Andraz: "Vontades, vontades, para quê esse lixo se és já o destino de toda e qualquer vontade?" Santos Almeida: "Nem todas as vontades são descobertas e destinadas a um ver" Andraz: "Vontade de quê?, ver o quê?, és o todo que vê, o todo que anseia pelo nada que é já" Santos Almeida: "Destinadas a um ver que somos todos nós, esse ver é cego" Andraz: "Cegueira é só a daquele que imagina ver pelos dois olhos que tem por debaixo da testa" Santos Almeida: "A cegueira é produto da realidade não tocada" Andraz: "Se tu és a realidade, que poderá ser deixado intocado?" Santos Almeida: "Eu sou a realidade mais cega" Andraz: "Existe uma apenas, não existem mais nem menos, a que tu és, sou eu" Santos Almeida: "A mesma realidade, vividas diferentemente" Andraz: "A diferença é sonhada, acordados somos todos iguais" Santos Almeida: "Acordados somos todos cegos" Andraz: "Acordados somos todos cegos para a diferença do sonho" Santos Almeida: "Nos sonhos, todos os cegos acordam" Andraz: "Nos sonhos acordar ou não é indiferente" Santos Almeida: "Nos sonhos nada existe" Andraz: "Esse nada existe também quando estamos acordados" Santos Almeida: "Um nada Desperto para os outros, não para si mesmo" Andraz: "Ele é tudo, como poderia despertar para si?" Santos Almeida: "As possibilidades são infinitas, basta sonhar" Desgarrada poética via Messenger!
Santos Almeida: http://www.luso-poemas.net/modules/yogurt/index.php?uid=5549
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