
Travessia
Data 25/04/2009 14:04:59 | Tópico: Poemas -> Reflexão
| Não sabes de onde vim, Nem como sinto as trevas dilaceradas do teu corpo sobre mim. Não entendes a vaga indiscrição Que se mistura no labirinto dos meus sentidos, Como suave torpor de ausências solitárias Que se prendessem no eco da minha devastação. Não me conheces, Mas pareces ver para lá dos recessos da minha noite, Invadindo as pontes da minha miragem secreta E em sangue trespassando todos os meus labirintos Num derramar de essências desperdiçadas sobre o abismo. Nunca me viste, Nem mesmo conseguiste encontrar a minha presença nos passos da noite Que me envolvia em divagações sinistradas De espectral fenecer, Mas invadiste todas as eras do meu caminho cerrado E derrubaste as muralhas da minha solidão Com a imensidade do teu infinito de luz.
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