
Prometeico
Data 24/04/2009 15:01:22 | Tópico: Poemas -> Amor
| queria poder apertar-te ao meu peito para sentires o calor que me esquenta o corpo à noite quando declino meu corpo em minha lúgubre cama e deito
de tristeza e solidão é que sou feito minha fragilidade intranqüila expressa-se na cama quando penso sem parar em ti, e, na própria cama durmo e sonho com teu meigo jeito
meus sonhos são curtos e meu mundo estreito acordo e penso que és a mais pura santa vejo só em ti a pureza de uma santa e peço a Deus perdão por meu infame desrespeito
nas noites melancólicas torno-me vulgar sujeito perco-me na impureza de meu corpo num teu pensamento fujo da minha moral, do meu pudor e do pensamento que guardo de mim: sou, então, constantemente desfeito
como um limitado, não compreendo o efeito de minha mudança como da água ao vinho para esquecer o que sou deleito-me no vinho só no dia seguinte é que outra vez me aceito
escondo o ser sensível que há em mim, sempre me enfeito pois ser fraco, frágil, mostrar como sou expressar-me nessa vida não posso, e o que sou fica na ingenuidade de quem me tem por perfeito
viver entre a vagina e a cruz é o que rejeito de um dilema moral é que sou constituído e assim vivo, tão mal constituído sobrevivendo a esse sofrimento prometeico
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