
TEMPO AO VENTO
Data 21/04/2009 08:12:31 | Tópico: Poemas
| Quando as árias sombrias, que o vento atiça nas cordas das áleas nuas de álamos, despem o medo de perder-te, Dia de hoje,
sinto quebrar-me na alma encolhida de angústia, em quebranto p'lo sol posto, os ramos secos da noite Iminente.
Ao peso do desespero, sei-te tempo esgotado, prensado em fardo de vento ceifado palha sem espiga nem Amanhã...
É imenso o breu que me colhe nas pontas afiadas em espada de dilacerar sem honra, sem estrelas, sem faíscas De nobreza.
Sobra-me o crepúsculo ferido do dia que não cumpri. E não há manhã que me traga o tempo que sangra os uivos Do lamento.
O vento passa indiferente, assobiando-me o desprezo da vitória mutilada, arrancada, da minha terra indigente. Esperança...
A terra que não arei...
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