
hora de ponta II
Data 20/04/2009 16:35:21 | Tópico: Poemas
| tanto tempo no trajecto Ainda sem meta à vista, De frente com o tempo Raso de chão calcorreado Pisado na esfera de palmilhas gastas Na pressa de trajectos sem janta á vista Na ditadura do ponteiro das horas Do tempo que dita a estrada Nos congestionamentos Que volteiam a norte Em encruzilhada cardeal Do tempo em espera Subtilezas de quem, apressado Rodeia o moribundo Sem hora para esperar Que a morte lhe bata á porta. Zebra de passadeira, Buzina ensandecida Escape roto Autocarro em queda livre Avenidas Ruas e ruelas Becos de mão estendida Trôpegos de vida parida Sem saída os mendigos Que já foram meninos Mortos…em contramão Relógio que dita o tempo Do tempo que se perdeu Com o morto que na desdita Tempo perdeu…aos que a casa voltam.
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