
VENDO-TE ACORDAR
Data 19/04/2009 17:47:21 | Tópico: Poemas -> Amor
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Manhã feita. Cantam os pássaros lá fora. E já desperto, olhando-te nos olhos, resolvo sair da cama, em perfeito silêncio, medindo meus passos, para não te acordar.
Quem te veja dormir, dirá de ti belo anjo. E nada há, em teu ser adormecido, que não estimule em mim, uma vontade imensa, em te abraçar demoradamente, e, aí, ficar.
Sentir teu perfume inebriante, e, sem que o percebas, tímido beijo, roubar-te, assim. Enquanto, surpresa, bem lá no fundo, de meus olhos, um extenso sorriso, se mostra.
Em sossego deixando-te, finalmente, fecho a porta do quarto, atrás de mim, sem ruído. E dirigindo-me à sala, abro cortinas e janelas, deixando, que o brilho do sol, entre na casa.
Sem que a fome, já reclame, ou o meu corpo, sinta necessidade, de alimento, abro um livro. Um música toca a meio tom, uma velha canção, de outros tempos, que, agora, não reconheço.
Nisto, o nosso gato cinza, enrola-se no meu colo. E não largando nunca o livro, vou acariciando-o, enquanto ele, sentindo-se satisfeito, com meus carinhos, pula e salta e mia, todo feliz de sua vida.
Um leve bater de porta vindo do fundo do quarto, diz-me que acordaste, de teu sono, de princesa. E depois de te cuidares e de um beijo, deixado em meu rosto, caminhas em direcção, à janela aberta.
Falas-me que, hoje, o dia, está mais bonito do que de costume. Enquanto eu te digo, que bela és tu e feliz sou eu, por te amar e por ti, amado me sentir. Sorrindo um para o outro, abraçamo-nos, sem fim.
Jorge Humberto 18/04/09
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