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Data 18/04/2009 22:23:08 | Tópico: Poemas
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Costumo falar-te rimando, Mas perdi a rima, ou ela perdeu-se de mim, Decidi falar-te como posso, meias palavras de encantamento, Espero que o vento te as entregue, em pensamento, Espero que estremeças nesse momento, Tremor em que sintas o meu amor, Mesmo na ignorância, marcada pela distancia, No desencontro da existência. Olho a lua lá no alto envolta no seu manto estrelado, Imagino-te esculpido em azul celeste, sentado ao seu lado, Eu, Morrendo de inveja dessa lua feiticeira, Que te envolve com a sua luz esbranquiçada, Te seduz ternamente enamorada, Ai como queria amar-te assim, como eu queria que me amasses a mim, Costumo falar-te rimando, Mas a rima perdeu-se no pranto, de não te ter, de não te conhecer A rima perdeu-se em cada amanhecer, Por viver, Perdeu-se no entardecer , na espera de morrer, A rima perdeu-se… numa vida mal fadada, Quase sempre de fachada disfarçada, Perdeu-se… sem eu ver…sem tu saberes.
Antónia Ruivo
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