
Brincando no Escura
Data 13/04/2009 22:37:08 | Tópico: Poemas -> Infantis
| Brincando no Escuro (poema fúnebre)
Lacro junto ao meu silêncio, Minhas pupilas não gentis. Meu corpo apertado entre concretos, Já não é o mesmo de um tempo atrás.
Penso que nada mais exite, Que morrer, não é tão fácil quanto pensei. Aperto mais e mais as pálpebras. O que tenho? Faces que se transformam em montros.
Sinto meu corpo metamorfosear-se: Da vida, a pedra do caminho. Da vida eterna, a alma Congelada em fogo lasso.
Tento abrir meus olhos gentis, A luz solar me é negada pela fadiga. Da lucerna, uma visão. A ilusão das visões dos sonhadores.
Nesta escuridão mortífera, Vultos gelatinosos sofrem mudanças. Agregados, impostos pela razão, Anunciam o fim do presságio.
Os Rastejantes ( Poema fúnebre)
Só os rastejantes sobreviverão, Entre o fogo da guerra e os icebergues polares. Viverão os rastejantes monótonos, Os monstrengos da tua prisão.
Farão parte da literatice, Com corpos lívidos e sem amor. Vivendo a liberdade escabrosa, Navegando no ácido vômito da carne.
Terão palavras farpas mecanizadas, E de sentido farto-ardiliso. Com cheiro matricídio, Recamam com a morte os que vivem.
Com lamúria vasca, Crepúsculo sobre o jazigo. Refletirão corpos apodrecidos, Pelos vermes que rastejarão.
Coincidência ou não, Estes vermes tragicamente rastejantes, Repousantes repetentes, Tem a tua face.
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