
Poema 7
Data 04/04/2009 07:59:00 | Tópico: Poemas
| No escuro da noite nos passos que percorrem as suas veredas estreitas e sombrias existimos... Existimos na luz que alumia ou na falta dela em cada brilho de estrela em fuga cadente...
Nos rios que correm e nas pedras mudas e cegas na marcha e no uivo do vento nas pálpebras do tempo que corre e passa na sede arfante do mendigo que cai em desgraça existimos...
Existimos na voz que se ouve e não ouve quando fica encravada no fundo da garganta e não grita... Existimos no punho fechado da revolta na esperança da mulher aflita que sofre as dores de parir e grita... e grita e amamenta o filho que mais tarde a há-de trair...
No copo do vinho que se bebe na côdea dura do pão que se come - é duro mas come!- na frescura da fonte onde matamos a sede existimos... Na amora silvestre onde mitigamos a fome no sol da manhã e na brisa da tarde nós existimos também...
Existimos na fé que nos guia quando não perdemos a fé e por sorte a vida até nos sorri... Existimos enquanto pudermos gritar e até que nos bata à porta a existência da morte!
do Autor a integrar "do Meu Grito em Revolta"
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