
sim, eu confesso...
Data 03/04/2009 13:21:35 | Tópico: Poemas
| Rasgo-te, em cada palavra Brota de mim um instinto puro Na auto-preservação Da minha demência, Alimentada pelo sangue que te derramo. Não procuro sequer desculpas.
Rasgo-te prostituído pela vontade de te possuir Não só o corpo, antes a alma Que me dizes minha mas que a distancia, teima Em adiar presente nas dores que te (nos) provoco.
Rasgo-te no impulso do meu querer vagabundo e clandestino Gumes afiados por dentro do teu bem-querer Que sei que tens, que sei que me dedicas No porfiar das promessas que me fazes.
Rasgo-te sem que o consintas Quiçá pesado na desilusão da saudade Sempre presente, nunca saciada. Que de ti meu amor, angustia da alma, Sorriso do meu ser Nunca me sacio… a saudade é ela própria O rasgo do meu querer
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