FEALDADE

Data 01/04/2009 17:27:57 | Tópico: Poemas -> Desilusão




Meus versos, sem terem porque haver,
ou existir, são apenas o tudo, que é nada,
ridícula comicidade, um espelho
oblíquo, onde não entra sequer a luz,
para não ferir, a excelsa paisagem.

Poetastro da mentira e da ilusão, finjo-me
poeta, aos olhos dos outros,
porque tudo, mas tudo, aquilo que escrevo,
é o irrisório, de minha própria personalidade.

Um autêntico momo, de mãos dadas com
a farsa.

Que faz da poesia, seu modo mais egoísta,
de viver a sua «não vida».

Nada sou. Nada serei. Uma aberração, que
nunca devia ter saído, do lugar que lhe mereceu.

Jorge Humberto
31/03/09










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