
A Carta Que Nunca Te Escrevi ou a Simples Confissão do Meu Maior Crime (Parte XVII)
Data 29/03/2009 21:17:08 | Tópico: Prosas Poéticas
| Faz tempo que não escrevo para ti, ou para mim a pensar em ti, a vida não se tem prestado a isso e a vontade de tentar esquecer-te endurece-me a alma que hoje se quebrou em prantos inimagináveis. Magnetizaste-me com olhares de criança, de inocência, os mesmos que ainda hoje lembro e relembro sempre que se apagam as luzes à noite. Dá-me prazer sentir a tua pele macia nos meus sonhos, imaginar como seria se não fosse sonho, contar os anos que passámos sem nos conhecer, sem nos amarmos sem querer, no silêncio destas malditas cartas. Envelheço no meio de tantas letras e não faço como queria, contigo. Seria engraçado envelhecer contigo. Até lá irei sempre amar-te.
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