
A caneta desliza...numa fuga para a paz (e os lábios rubros pelo luar)
Data 28/03/2009 03:39:23 | Tópico: Textos -> Tristeza
| Rio triste ternura sem nome, o perfume entontece um secreto adeus os espelhos no lago os cisnes sem canto a musica e as palavras noite na cidade, os olhares sem dono vagabundos anárquicos pelas ruas desertas um breve esquecer de mim ignorar a dor, a distância que destrói o Ser,
uma lágrima pelo silêncio.
As laranjeiras desceram aos sentidos, a musica tocou os espelhos, o Tempo quebra o (en)canto um nome num grito à noite, os olhares são de vidro e o fogo no Céu e o Sol nesta manhã que não começa, uma árvore em chamas num quarto longínquo os segredos escondidos, alguém que entenda o meu chorar sem lágrimas, a minha solidão sem mim, uma canção de abandono sorrir ao luar pensar um amigo e partir.
É urgente a água no corpo que tento ignorar.
Água gélida, tépida, água livre, perfume branco, molhar o peito afastar as lágrimas resistir à dor...
...partir em busca da libertação o princípio de uma flor... ...não sei como regresso mas permaneço!
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